Estrabismo afeta alinhamento dos eixos visuais e exige diagnóstico preciso
12 de janeiro de 2023
Pouca gente sabe que o estrabismo é uma disfunção ocular que tem diferentes tipos, classificações, causas e formas de tratar. Por isso, o Centro Boucault traz para você algumas informações importantes sobre esse problema que pode deixar sequelas se não houver um tratamento adequado.
O que é o estrabismo?
Estrabismo é o nome que se dá à disfunção que afeta o alinhamento dos eixos visuais. Ou seja, faz com que um ou ambos os olhos apontem para direções diferentes. Ele pode ser:
- convergente (esotropia) – quando um ou ambos os olhos se movem para dentro, na direção do nariz;
- divergente (exotropia) – quando um ou ambos os olhos se deslocam para fora;
- vertical (hipertropia) – quando o deslocamento ocorre para cima ou para baixo.
Outras variáveis a serem observadas são se o desvio ocular:
- é constante e monocular, ou seja, ocorre sempre no mesmo olho;
- se manifesta ora em um, ora em outro olho;
- é intermitente, ocasionalmente;
- é visível apenas sob certas condições, como em fotografias, por exemplo.
Em relação à idade que se manifesta, essa disfunção pode surgir logo nos primeiros meses de vida, nas crianças maiores e nos adultos por diferentes razões.
“Na maioria das vezes as crianças não sabem comunicar os sintomas, que nem sempre são visíveis. Por isso, é essencial manter consultas oftalmológicas regulares já a partir dos 6 meses de vida”, alerta a oftalmologista pediátrica do Centro Boucault, Cristina Shimizu, especializada em estrabismo.
Ela acrescenta que, entre os bebês, pode ocorrer inclusive o chamado falso estrabismo, quando diferentes fatores podem dar a impressão de que os olhos estão próximos, algo que só um oftalmo pode avaliar.
Causas do estrabismo
O estrabismo pode ser causado por uma série de fatores. “É preciso identificar o que faz com que os músculos não estejam em equilíbrio e sincronia para que os olhos permaneçam alinhados”, explica Dra. Cristina.
Ela destaca algumas das possíveis causas dessa disfunção:
- dificuldade motora para coordenar o movimento dos dois olhos;
- grau elevado de hipermetropia, que faz com que o paciente force a aproximação dos olhos para compensar a dificuldade de visão;
- baixa visão em um dos olhos;
- doenças neurológicas como AVC, paralisia cerebral, traumas;
- características genéticas, como síndrome de down;
- problemas oculares como catarata congênita;
- doenças infecciosas, tais como meningite e encefalite;
- outras causas como tireoide, diabetes ou hereditariedade.
“Só a partir da identificação da possível causa do estrabismo é possível determinar a melhor forma de tratar”, salienta.
Estrabismo tem tratamento!
O desvio ocular deve começar a ser corrigido pelo tratamento das causas. A oftalmo pediatra do Centro Boucault explica que isso pode incluir aplicação de colírios, uso de óculos, tamponamento do olho com visão normal para estimular aquele que sofre com o distúrbio.
Outro alerta importante sobre o estrabismo é relacionado à crença de que o distúrbio vai desaparecer com o tempo.
“Esse é um erro comum especialmente entre pais de crianças pequenas, que muitas vezes deixam de procurar atendimento médico”, salienta Dr. Cristina.
A falta de cuidado com o desvio ocular pode deixar sequelas que incluem a perda da visão. Por isso, não descuide! Clique aqui e saiba como entrar em contato conosco para agendamento de consultas.